Magnamed conclui a entrega de mais de 5 mil respiradores para o Ministério da Saúde

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Maior fabricante nacional de respiradores multiplicou por 10 sua produção anual para atender a uma requisição do Governo federal no mês de março, início da pandemia da COVID-19 no Brasil. Iniciativa teve o apoio de grandes empresas como Positivo Tecnologia, Suzano, General Motors, Klabin, Flex, Embraer, Fiat Chrysler Automóveis (FCA) e White Martins, entre outras.

A Magnamed Tecnologia Médica, maior fabricante brasileira de ventiladores pulmonares, concluiu no dia 21 de agosto a entrega de 5.060 equipamentos ao Ministério da Saúde. O contrato de fornecimento, assinado em 8 de abril, previa inicialmente a entrega de 6.500 respiradores e foi reduzido a pedido do órgão da saúde. O ventilador pulmonar é um equipamento médico fundamental para o tratamento de pacientes com problemas respiratórios e tem sido fundamental no tratamento de pacientes diagnosticados com o novo coronavírus.

A Magnamed, que até 2019 fabricava cerca de 150 respiradores pulmonares por mês, passou a produzir 2.000 equipamentos mensais para o Governo Federal e entes públicos de saúde no Brasil durante a pandemia da COVID-19.

Tal expansão foi possível por meio de uma cooperação inédita no país, que contou com a participação de empresas de diversas áreas de atuação e viabilizou a produção dos respiradores previstos inicialmente. Fizeram parte da força-tarefa Positivo Tecnologia, Suzano, General Motors, Klabin, Flex, Embraer, Fiat Chrysler Automóveis (FCA) e White Martins, entre outras. Em junho, a empreitada foi citada pelo BID (Banco de Interamericano de Desenvolvimento) como exemplo de iniciativa inovadora no combate à pandemia na América Latina.

Segundo o CEO (Chief Executive Officer) e um dos fundadores da Magnamed, Wataru Ueda, o apoio das empresas parceiras foi fundamental para cumprir o compromisso com o Ministério da Saúde. “Não fosse a colaboração de um time fantástico de empresários, um projeto tão importante para o país teria grandes dificuldades em decolar. Com certeza essa parceria está ajudando a preservar muitas vidas no Brasil”, afirma.

 Desafios da força-tarefa

A participação das empresas envolveu aporte de recursos, produção de insumos e desenvolvimento de fornecedores internacionais, entre outros.  Além da fábrica da Magnamed em Cotia, São Paulo, parte da produção dos respiradores foi realizada na planta da Flex, uma das parceiras do projeto, em Sorocaba.

A Suzano alocou uma equipe dedicada que auxiliou na compra de insumos no mercado externo e em questões de engenharia do projeto, além de ter  disponibilizado recursos financeiros para a liquidez da Magnamed nos primeiros dias do salto de produção.

A Positivo Tecnologia auxiliou na busca de fornecedores na Ásia, na qualificação de componentes, no desenvolvimento da placa eletrônica e em negociações de prazos e preços. A Klabin ficou responsável pela gestão de aquisições, importação de componentes e fornecimento de embalagens. A Embraer disponibilizou fornecedores da sua cadeia de fornecimento para agilizar na produção de componentes para os equipamentos. A GM, por sua vez, contribuiu com a disponibilização da sua equipe diretamente na fábrica da Magnamed e contribuiu para aumento da produtividade dos ventiladores de UTI.

Outras empresas também participaram do esforço para alavancar a produção da Magnamed como a Fiat Chrysler, a White Martins e a DSV-BR.

 Exportações e cidades brasileiras

O cumprimento do acordo com Ministério da Saúde liberou a Magnamed para comercializar e vender seus respiradores nos mercados interno e externo. A Magnamed avalia que há municípios brasileiros e diversos países que ainda não foram totalmente atendidos em suas necessidades para o combate da pandemia do Covid-19. “Desde a liberação do Ministério da Saúde, retomamos todas as operações de comercialização junto aos mercados público e privado nacional, bem como os cerca de 60 países que já exportamos. Voltamos a trabalhar com os nossos parceiros internacionais em projetos de melhoria da infraestrutura das UTI (Unidades de Terapia Intensiva) dos hospitais. Continuamos muito competitivos e com produtos que atendem a principal faixa de mercado mundial de ventiladores pulmonares”, reforça Ueda.

 Doações

O esforço das empresas também permitiu à Magnamed a doação 25 respiradores para três instituições sem fins lucrativos em agosto. As ONGs (Organizações Não-Governamentais) Noroeste com Vida, Amigos do Bem e Horas da Vida distribuíram os equipamentos para hospitais da região Nordeste do país e cidades da região de Araçatuba, interior de São Paulo.

 Magnamed

Fundada em 2005 pelos engenheiros Wataru Ueda, Tatsuo Suzuki e Toru Kinjo, a Magnamed exporta para mais de 60 países. A empresa tem a participação acionária das gestoras de Vox Capital e KPTL.

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